Andamos pela rua: você um pouco a frente, eu um pouco atrás; você um pouco atrás, eu um pouco a frente. Nessa noite, não há estrelas e nem palavras, mas dizer isso soa pleonástico. Eu gosto de vícios de linguagem, você sabe, mas desse não. Você não entende, eu sei, mas a gente costumava se entender mesmo não se entendendo.
Chuto uma pedra aqui, outra ali, você de cabeça baixa.
- Sabe, seria tão bom... - falo baixinho - seria tão bom se a gente fosse ao cinema...
- Tou com vontade, não - ele diz.
Dentro de nós, a vida segue o curso natural da solidão.
De repente, percebi o quanto nos tornamos silenciosos. E o quanto nosso silêncio se tornou assustador.
Chuto uma pedra aqui, outra ali, você de cabeça baixa.
- Sabe, seria tão bom... - falo baixinho - seria tão bom se a gente fosse ao cinema...
- Tou com vontade, não - ele diz.
Dentro de nós, a vida segue o curso natural da solidão.
De repente, percebi o quanto nos tornamos silenciosos. E o quanto nosso silêncio se tornou assustador.
2 comentários:
Renata quer guardar as coisas boas só pra ela, nunca me contou que vc escrevia. huahauahaua
E tão bem assim!
Linda, linda, linda!
Um beijo de Paris.
lindo texto! para mim o silencio na maioria das vezes é cruel.
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