Escrevo-te de dentro da escuridão do meu silêncio. É vermelha, essa sensação, vermelha como o sangue e como toda dor deve ser. Escrevo-te com minhas artérias nervosas e com meus pulsos machucados, mas não me envolvo no não-dito. O que tu lês aqui é o esboço molhado de uma desistência. As entrelinhas são secas e arranham a retina. Arranco-te do meu peito com minhas mãos assassinas, impiedosa. Mas tu não te moves de mim.
2 comentários:
Lindo e comovente!
Não irei arrancar de mim.
Beijos querida!
simplismente lindo .. puro sentimento .. axo que muito tempo que não postava ... gosto do que escreve... beijos
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