"Gosto de venenos porque sou imortal.
Escrevo coisas que sangram mais que pele ferida
- e sou feliz.
Feliz como a mãe que traz ao mundo
o filho prematuro e lhe vê sorrir.

As palavras são mundos distantes e sinceros,
onde invento o meu irreal..."


sexta-feira, 4 de março de 2011

Tu não te moves de mim

Escrevo-te de dentro da escuridão do meu silêncio. É vermelha, essa sensação, vermelha como o sangue e como toda dor deve ser. Escrevo-te com minhas artérias nervosas e com meus pulsos machucados, mas não me envolvo no não-dito. O que tu lês aqui é o esboço molhado de uma desistência. As entrelinhas são secas e arranham a retina. Arranco-te do meu peito com minhas mãos assassinas, impiedosa. Mas tu não te moves de mim.

2 comentários:

Márcio Jorge disse...

Lindo e comovente!
Não irei arrancar de mim.
Beijos querida!

Pense Nisso... disse...

simplismente lindo .. puro sentimento .. axo que muito tempo que não postava ... gosto do que escreve... beijos