(Ela ainda ouve aqueles discos, que se arranharam com o tempo). No quarto, um cigarro queima na desordem de um cinzeiro, livros estão cada dia mais espalhados pelo chão. Na cama, o corpo vivo, o corpo entregue ao desprazer do silêncio que nem havia.
E a chuva pesada lá fora.
E a torpeza de ser sem sentir-se.
Escuridão.
Ninguém mandou me deixar, decidi que vou morrendo aos pouquinhos.
1 comentários:
"E a chuva pesada lá fora.
E a torpeza de ser sem sentir-se.
Escuridão."
Adorei!!! Sua poesia continua me encantando! Beijos querida.
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