"Gosto de venenos porque sou imortal.
Escrevo coisas que sangram mais que pele ferida
- e sou feliz.
Feliz como a mãe que traz ao mundo
o filho prematuro e lhe vê sorrir.

As palavras são mundos distantes e sinceros,
onde invento o meu irreal..."


sexta-feira, 27 de maio de 2011

(Ela ainda ouve aqueles discos, que se arranharam com o tempo). No quarto, um cigarro queima na desordem de um cinzeiro, livros estão cada dia mais espalhados pelo chão. Na cama, o corpo vivo, o corpo entregue ao desprazer do silêncio que nem havia.
E a chuva pesada lá fora.
E a torpeza de ser sem sentir-se.
Escuridão.

Ninguém mandou me deixar, decidi que vou morrendo aos pouquinhos.

1 comentários:

Márcio Jorge disse...

"E a chuva pesada lá fora.
E a torpeza de ser sem sentir-se.
Escuridão."
Adorei!!! Sua poesia continua me encantando! Beijos querida.