Pessimista nata, perambulo pelos dias unicamente pelo dever do movimento. Uma vez, em algum tempo distante antes do mundo ser mundo, me obrigaram a ser feliz. Sorri tímida, desconcertada, permiti-me chorar e aflorar com algum prazer a minha insensatez.
De todas as mentiras, restou-me uma verdade que me mata lentamente de tanta lucidez: nunca teve jeito, mesmo antes do mundo ser mundo, já havia essa sensação claustrofóbica de ser. E mesmo antes de toda a claustrofobia de estar vivo, já havia a vida.
1 comentários:
"... perambulo pelos dias unicamente pelo dever do movimento."
admiro a forma pela qual essa moça escreve, falando de alguma forma um pouco de mim... Identifico-me!
Postar um comentário